domingo, 28 de fevereiro de 2010

Fotos antigonas

Então, fuçando minha pasta de imagens, vi que tinham várias fotinhos que eu nunca tinha postado aqui, a maioria de coisas banais, que eu tirei no celular, e algumas outras roubadas de orkuts alheios. Então resolvi mostrá-las neste post de fotos atrasadas. Separei as fotos por tema:


UTC:

1. Recepção do Centro Pierre Guillmat, o prédio mais novo da UTC

2. e 3. Laboratório de Informática Industrial, onde eu tinha aula de controlador programavel industrial em Ladder. Por sinal, eu reprovei essa cadeira, mas nas aulas práticas eu tirei notas boas, me dei mal foi nas provas, mas deixa para lá, valeu pelo aprendizado.



4., 5. 6. e 7. Laboratório de Máquinas Elétricas da UTC. Amplo, com mais equipamentos que alunos, organizado! Já falei antes aqui sobre ele. Essa cadeira eu passei, \0/





8. Passarela da UTC, no centro benjamim Franklin, o centro mais antigo da UTC. A passarela une o prédio da biblioteca e da administração com o prédio de aula. Sim, isso na minha mão é uma ovelha de pelúcia.

9. Banheiro da UTC, do centro Pierre Guillemat, o mais novo.



COMPIÈGNE

10. Essa é a igreja de Saint-Jacques, a principal igreja de Compiègne, muuuuito linda por dentro e por fora. E bem antiga também, acho que é do sec XIV.

11. Meu lavabocozinha em Compiègne. Como eu cozinhava no quarto, o que não é permitido, por sinal, eu sempre lavava minha louça na pia do lavabo, hehe. O escorredor de prato ficava ai tb, é pq não dá para ver na foto.
12. Folhinha de início de outono.



PARIS NUIT BLANCH

Então, a Nuit Blanch é um evento bem legal que tem em Paris todo ano. Ao longo de toda a noite e madrugada, de um sábado para o domingo, tem exposições artísticas espalhadas pelos principais pontos turísticos da cidade.

13. Museu do Louvre em fim de tarde



14. No início da noite, aos pés da torre Eiffell, da esquerda para direita, Lucas (RJ), Gabriel (RJ), Renata (RS), Eu e Bruno (PE).
15. Eu, Ana e Marcela (ambas do interior de SP, mas que estudam em Itajubá - MG), numa ponte no Sena


16. Jardim de Luxemburgo. O globo de luz gigante suspenso era a "exposição artística". Foi a mais banaca, na minha opinião. Eram todas assim, de arte moderna sabe.


17. Catedral de Notre-Dame



AMIGOS
18. E 19 - Os brasileiros de Compiegne, numa festa brasileira que organizamos no bar da UTC, no mês de Setembro ainda


20. Brasileirada no Stade de France, onde assistimos o jogo França X Áustria, em outubro.


21. Minha festinha de aniversário, na casa de Rafa. Da esquerda para a direita, Carol (PR), eu, Renata (RS) e Danúbia (PE)


22. Confraternização de Natal da minha turma de Francês, na casa de Robert, chinês.


23. Reveillon 2010. Eu, rafa, Renata, Danúbia (PE - a ruiva), Luís (MG - o de lenço no pescoço), Murilo (PR - o de amarelo), Rafael e Cibele (ambos de Curitiba).

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

clqudiq viqjou q pqris

O teclado francês tem algumas pequenas diferenças do teclado brasileiro, ou do ingles internacional, que complicam e muito a cabeça de um pobre brasileiro, principalmente nos primeiros meses. A diferença mais marcante é as letras A e Q serem trocados de posição, o que me faz por horas escrever « clqudiq viqjouq pqris ».O M fica ao lado do L, em vez de junto ao N, o que também não é bacana. Mas tudo isso da para se lidar. O pior mesmo é que no teclado francês temos teclas proprias para as principais vogais que se acentua em francês, é, è, à. O trema, o til e o circunflexo você coloca a parte. Quando eu quero escrever « é legal » ou « vou à Paris » facilita né, mas em compensação não posso colocar acento agudo no A, O, I e U. Por isso que meus « so », «ai », « da (do verbo dar) » , « numeros» ficam sempre desacentuados.
Outra coisa bizarra é que na parte superior do teclado, onde normalmente ficam os numeros de 1 a 0, e alguns caracteres, disponiveis com o shift ou alt gr, aqui é o contrario, ficam os caracteres, como aspas, hifen, parenteses, e as vogais acentudas, além do ç, e pra usar os numeros tenho que pressionar o shift. Ou deixar o capslock ativo. Bem, acho que é so isso, as principais diferenças. Quando Rafa comprou o macbook dele, pesquisamos bastante até achar um com teclado no formato USA, que é mais proximo do ABNT né. Nesse momento eu digito do laptop do trabalho, tirei uma pequena pausa de descanso, por isso as dificuldades do teclado francês. O mais engraçado mesmo é que a pessoa acaba se acostumando, não é raro quando estou no laptop brasileiro , em casa, e troco o A pelo Q, além de pressionar o alt pro @ !!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

explicando minha rotina

Como prometi, voltei aqui para falar um pouco mais sobre minha vida aqui em Lyon.
Nessa quase 3 semanas, posso dizer que minha vida é basicamente:
acordar quando está amanhecendo (umas 6h30, 07h00); andar no frio até o lugar onde minha carona me pega (algumas vezes preciso pegar ônibus); esperar no frio minha caroneira; enfrentar de 40 a 50 min de carro para chegar na empresa (o pior é que dá um soooooono, mas fica feio né, dormir de carona); e depois trabalhar das 8h45 às 17h30. Com uma hora de intervalo p almoço. Depois, mais 40 min até Lyon, e, dependendo das circustâncias de cada dia, pegar bus p chegar em casa. Alguns dias são bem cansativos, outros, como hj, são tranquilos.

Mas vou explicar melhor as coisas.

A empresa em que eu trabalho, a PLASTIC OMNIUM, que produz peças em plástico para a industria automobilística (principalemete para-choque), fica num parque industrial, a 50 km da cidade de Lyon. Não chega ônibus aqui, e a empresa não tem ônibus não. Acho que aqui não é comum empresa ter ônibus de pegar funcionário, quando fica longe. 60% dos funcionários moram em algum interior nas redondezas, e 40% moram em Lyon. A título de informação, é uma empresa grade, que tem fábricas em 25 países, e emprega no mundo todo 17000 pessoas. Mas eu não trabalho numa fábrica não, eu traalho no centro de pesquisa e desenvolvimento, que se chama Sigmatech. Segundo a wikipedia, só na Sigmatech são cerca de 400 funcionários, mas isso seguramente foi antes da crise. Ah, tem fábrica em Taubaté/SP!

Bem, eu trabalho no laboratório, fico fazendo programinhas cabulosos no Labview, conserto cabos e sensores, etc. E de vez em quando acompanho alguns testes bacanas q eles fazem lá, com os para-choques (testes de variação de temperatura, de choque...). Trabalho 7horas por dia, mas costumo ficar mais que isso, pois afinal, carona não tem gosto, heheh!

Vou explicar direito o negócio da carona: a empresa incentiva os funcionários a fazerem esquemas de carona, para preservar o meio ambiente e de quebra gastar menos $$$, dividindo os gastos do trajeto. Eu desde o primeiro dia vou de carona com Segolene, que é a moça dos Recursos Humanos com quem eu me comuniquei durante todo o processo de seleção e aceitação do estágio. Nas 2 primeiras semanas eu sempre fui com Segolene, que me pega numa pracinha que fica a uns 10/15 min a pé da minha casa. Entretanto, as vezes eu voltava com ela, as vezes com Emilie, uma outra funcionária da empresa (nem sei se ela é estagiária ou contratada), pois Segolene sai muito tarde (por volta das 18h30, 19h00). Só que Emilie me deixa mais longe de casa, perto da prefeitura, o que é bom, pq eu conheci uma área nova da cidade, bem bonita, por sinal, cheio de lojas bacanas, mas que por outro lado é ruim pq preciso gastar dinheiro e tempo com transporte para chegar em casa.
Mas Segolene faz um negocio que é comum aqui, que é "curso em alternancia". É mais ou menos assim, ela vai X dias pro estágio, depois Y dias para aula. Ai essa semana ela está em aula, e eu comecei a vir com outra estagiaria em alternancia, que voltou pro periodo de estágio agora, Deborah. Vir e voltar, porque Debora não sai muito tarde do trabalho.

Todo mundo no estágio é super simpatico comigo. Meu tutor do estágio é um super gente boa, me ensina as coisas, me trata super bem. Ele se chama Jean-Luc. As meninas da carona também são ótimas, ficam puxando conversa comigo durante o percurso. É bom porque assim eu treino mais o francês né?!

O trabalho é bacana, eu estou gostando, embora admita que a primeira semana foi mais difícil. Algumas pessoas, colegas de Compiègne, diziam que o estágio aqui na França era mais moleza que no Brasil, que eles não colocam muito trabalho pro estagiário, mas o meu estágio não é assim não, hehe! Eu sempre tenho algo para fazer, jamais fico desocupada.

Acho que vai ser realmente uma experiência enriquecedora para mim!

Ah, tem um restaurante no trabalho, e eu tenho direito a um valor X por dia no restaurante. Em geral, eu saio de lá empachada, hehe, afinal, é a minha única refeição decente do dia =D E é bom que eu experimento mais coisas novas, da cozinha francesa (mentira minha, em 70% das vezes eu como coisas normais, que tem igual no Brasil). O melhor é que eu posso comer carne ou peixe todos os dias, o que definitivamente não acontecia em Compiegne!

beijos!!!

p.s.: eu fiz um pacote internet+tv+telefone, que se chama NeufBox, igual ao que Rafa tem. Ai poderei ligar de graça para telefones fixos do Brasil! Estou esperando chegar o equipamento

=D

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Mudanças

Ok, eu sou a blogueira mais fuleira da história! Quase 1 mês sem escrever! E olhe que foi o mês de férias! Não vou nem prometer escrever mais agora que estou estagiando, pq agora é que não tenho tempo MESMO.
Bem, farei um breve recaptulativo sobre o que me aconteceu no último mês.

OS ÚLTIMOS DIAS EM COMPIÈGNE

Eu entrei de férias da UTC no dia 15/01, minha última prova foi no último dia de provas, no último horário. Acho que não exliquei ainda: lá na UTC, eles tem uma semana completa de provas finais (prova final é uma prova que todo mundo faz, a última, não é uma recuperação, coisa que por sinal não existe por aqui), que se realizam no ginásio da universidade, várias disciplinas fazem prova ao mesmo tempo. Aí eram 4 horários de prova, na semana que foi de 11 a 15 de janeiro. Bem, continuando, eu fiquei oficialmente de féria na sexta 15, às 18h30. No dia seguinte, Rafael foi para uma estação de ski, numa excursão da universidade. Ele passou 1 semana lá. Eu não fui por 2 motivos: como eu já esquiei na vida (fui à Bariloche aos 15 anos), achei melhor gastar dinheiro (menos por sinal) e tempo em outra viagem.
Ah claro, o GESSO. Eu tirei meu gesso na segunda-feira seguinte, 18/01 \0/ Mas, diferentemente do que eu pensava, eu ao sai andando normalmente. Meu pé ainda andava ao pisar (o médico disse que isso é normal) e eu usei minhas muletas ainda por uns 2 dias, por praticidade. Na verdade, meu pé doeu consideravelmente até a quarta 27/01, e até hj dói um pouco, qnd eu ando muito.

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A VIAGEM PARA A ITÁLIA

Bem, eu havia combinado uma viagem para veneza e Roma com Renata, e Rafael se encontratia com a gente em Roma, quando voltasse do ski. O problema foi que Renata, que arranjou um estágio em Paris, não estava conseguindo arranjar um lugar para morar tão facilmente como pensavamos no início. Como tinhamos que entregar nossos quartos no Roberval (nossa Residência Universitária) até o dia 29/01, e nós voltáriamos na Itália no dia 28 a noite, ela achou melhor perder o dinheiro da passagem e ficar na França para encontrar uma moradia não extremamamente cara em Paris (o que ela conseguiu). Eu, que tive a grande sorte de conseguir reservar por telefone um studio numa residência universitária do CROUS aqui de Lyon (a cidade que estou morando agora). A título de exclarecimento, o CROUS é uma instituição pública responsável pela assistência social, a recepção de estudantes internacionais, moradia estudantil, alimentação e vida estudantil acadêmico cultural. Em outras palavras, o CROUS gere as residências estudantis públicas e os restaurantes universitários. Essa residências estudantis públicas em geral são meio bagaceiras, em geral recebe mais estrangeiros e franceses de baixa renda. Ah sim, cada lugar tem um órgão do CROUS: CROUS-Paris, CROUS-Lyon e Sant-Etienne, CROUS-Amiens (que era o CROUS o qual gerenciava COmpiègne, etc). Eu pago aqui em Lyon, na Résidence Arches D'Agrippa, 2,5X o que pagava de aluguel lá em Compiègne. Em compensação, tenho um quarto grande, com banheiro e mini-cozinha. É o que chamamos de studio né. Lá em Compiègne eu tinha um quarto mínimo, com um lavabo individual, umaa ducha que partilhava com o quarto de Renata e a privada era no corredor. Eu, que não tenho muito frescura, tentei ficar num quarto assim, mas, como são mais baratos, são mais concorridos, então só consegui meu studio carinho.
Voltando ao que eu estava falando, Renata desistiu da viagem, então eu parti sozinha para Veneza! Passei 2 dias e meio lá, ótimo, embora bem frio. A cidade é a coisa mais linda do mundo, igualzinho aos filmes e novelas. Eu fiquei hospedada no albergue, então, quando estava lá, conversava bastante, em inglês, com outros hóspedes. Tinha muita gente viajando sozinho por sinal. mas no dia-a-dia, andando pela cidade, eu fiquei só mesma. O que fez com que eu quase não tenha fotos minhas em Veneza, hehe. EStou sem a máquina com as fotos, mas quando tive-las em mão posto aqui, promessa!
Eu fui para Veneza no sábado 23 e fui de lá para Roma na terça 25, onde encontrei Rafa. Quem estava por lá era Paolinha, minha amiga do Santa Maria. A irmã dela mora lá em Roma, ela tb já passou uma temporada lá, então foi ótimo porque tivemos uma guia quase-local, hehehe! Roma também é lindíssima, incrível!


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A VINDA PARA LYON

Aí eu voltei da Itália na quinta 28 a noite, para Paris. Um colega foi nos pegar de carro no aeroporto e nos levou a Compiègne. No dia seguinte de manhã vim para Lyon. Eu e minhas malas. Eu deixei uma mala grande na casa de Rafa e vim com uma mala grande que devia pesar uns 40kg, meu mochilão de costas e ainda uma sacola cheia de tranqueira. Foi um verdadeiro inferno, pois, tive que passar primeiro na central do CROUS e depois vir aqui para minha residência. Foi uma confusão, peguei táxi, depois metrê, depois mais táxi, e tudo isso andando muito. Para finalizar, quando chego na minha residência, descubro que a recepção e escritório, onde eu deveria entregar meus documentos, pagar e pegar a chave não ficava no mesmo prédio. Tive que sair arrastando minhas coisas ladeira abaixo e acima (depois explico a parte das ladeiras), até encontrar a recepção. Lá, como eu não estava com toda a documentção necessária (precisava de um fiador, e eu não tinha, embora tinha como arranjar, pois tenho parentes aqui na França. eu só queria tempo para pegar os documentos da pessoa), a mulher do CROUS quase que não me deixava entrar. Ser ignorante com os moradores é pré-requisito para se trabalhar no CROUS, aparentemente, todo mundo fala que as atendentes são rudes e não facilitam nada). Depois de muito drama, quando eu estava quase indo p um hotel com meus trambolhos, a mulher me aceitou, deu a chave! Mais morro acima até chega em casa, mas desde então está tudo bem! Mas foi estresse demais essa vinda.


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MINHA NOVA CASA

O bairro onde eu moro fica em cima de um morrinho, com uma besta vista da cidade. Não é lá o bairro mais nobre, é mais residencial, com pequenos comércios em geral. Acho que pela posição geográfica, não passa metrô, só ônibus. Mas é bem agradável de morar. Eu não conheço direito a história do meu bairro, mas ele é bem antigo. Lyon eu sei que tem mais de 2 mil anos.
Eu moro dentro de um forte antigo! O Forte Saint-Irenée (eu acho que Saint-Irenée, deve ser São Irineu), abriga a Residência estudantil André Alix, um complexo do CROUS, com 3 residências universitárias (a mais nova é a que eu moro, Arches D'Agrippa), um restaurante universitário e também uma universidade de teatro! É bem interessante, e bonito. E cheio de ladeiras, o que não é bom quando se está com muitas malas pesadas. Não tenho fotos minhas, mas achei algumas na internet:

O Forte Saint-Irenée



Meu prédio:



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Agora só falta eu contar como está minha vida aqui em Lyon né, o estágio, coisa e tal. Mas acho que já escrevi muito por hoje né? Então esses detalhes ficam para um próximo tópico. Mas não se preocupem, está tudo muito bem!

Uma coia que todos me perguntam é sobre eu e Rafael. O estágio dele é numa cidade vizinha à Paris, chamada Evry. E ele está morando lá. Fica a umas 4 horas e meia de carro, sem trânsito, de onde eu estou. Pois é, bem longe né. De TGV (trem de grande velocidade), são 2horas, mas é bem caro. A gente vai tentar se ver todo o fim de semana, mas será difícil, devido aos custos né. Este primeiro fim de semana já não nos vimos, mas semana que vem eu vou para Paris. Está sendo bem difícil, mas a gente vai saber lidar com a distância! E Lyon é mais perto que Recife né, hueheuhe, que é para onde eu teria voltado se não tivesse arrumado estágio.
A solidão é bem triste, porque, diferentemente de Compiègne, onde eu tinha sempre Renata e Rafael, além dos outros 40 brasileiros, aqui eu sou sozinha né. Tem até um outro brasileiro de Compiègne que arranjou estágio aqui, mas ele mora longe de mim, e, além disso, era uma das pessoas com quem eu tinha menos contato. Mas vou tentar manter mais contato com ele. Mas essa solidão é normal para quem arranja estágio em locais mais distantes (a maioria do pessoal arranjou estágio em Paris, ou nas vizinhanças de Compiègne). Agora mesmo, por exemplo, está quase todo mundo em Compiègne! Rafael inclusive. Como tem gente que em vez de estágio continuou tendo aula na UTC, e também tem quem arranjou estágio em Compi, quem está fazendo estágio por perto foi para lá, para não ficar sozinhos em suas respectivas cidades.

Bem gente, por hoje é só, acho que já tomei bastante o tempo de vocês né?!

beijos e saudades!

Ah, uma fotinho

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Próximo passo, Lyon

Como todos que lêem o blog devem saber, minha permanencia na França no primeiro semestre de 2010 dependia de eu encontrar um estágio. O contrato de intercâmbio da gente é no formato 1 semestre aula + 1 semestre estagio. Aqui na frança, pelo menos nos cursos de engenharia, ninguém estuda e estagia ao mesmo tempo. Os recrutadores, nas entrevistas de estágio, nao entendem como os brasileiros podem ter no curriculum estagios de um ano ou mais. O curso tem 2 semestres nao consecutivos dedicados a estagio. Acho que também nao tem curso noturno, e entre aulas e praticas e monitorias a pessoa acaba tendo o que fazer quase todas as manhas e tardes da semana. Estilo Eletrônica UFPE! Huahua
Mas eu enrolei tanto para contar a novidade: arrangei um estágio! É numa empresa que faz peças de automóveis, para a Citroen, Peugeut, Renault, entre outras. Mas especificamente, faz as partes de plastico, tipo para-choques, lanternas, etc. Chama-se Plastic Omnium. E é em Lyon, no centro-leste da França, 500 km daqui e de Rafa, que vai morar numa cidade na "Grande Paris". É tipo como se ele fosse morar em Moreno. Vai ser difícil a distancia, mas vamos conseguir! E vai ser bom profissionalmente pros 2 né! Vamos tentar se ver todo fim de semana.
Esse estágio foi a primeira vaga em que eu me inscrevi, no início de novembro, pois relaciona-se com Labview. Eu devo ter me inscrito numas 25 vagas de estagio ao todo, o que é pouco até. Eu acredito que foi mais difícil para mim conseguir estágio pois a UTC não tem eletrônica né. E pras vagas de mecânica eu não tinha todas as competências necessárias. Então eu tinha que procurar as vagas por mim mesma, na internet e direto nos sites das empresas. A UTC tem um sistema, tipo um sig@, onde as empresas depositam vagas de estágio e os alunos podem ver as ofertas, de acordo com seu perfil. Além disso, a coordenadora de estágio dos estrangeiros, Aurelie, se comunica com empresas e pede ofertas de estágio para os intercambistas, ai redireciona para o e-mail da gente. Muita gente conseguiu o estágio através dessas vagas.
Eu mandei minha candidatura para essa vaga da Plastic Omnium em novembro, e uns 15 dias depois recebi um telefonema, e fiz uma entrevista por telefone. Ai no começo de dezembro recebi outro telefonema, marcando uma entrevista presencial, em Lyon, no dia 16/12. Mas eu quebrei o pé no dia 13, e tive que remarcar, para o dia 07/01. Eu imaginava que no dia 07 eu já conseguiria andar melhor (e realmente já conseguia, pois desde semana passada consigo apoiar o pé no chão, oq não é bom p pé né, mas facilitada muuuito). De toda forma, passei as férias de natal mandando curriculos. No dia 05, recebi outro telefonema, de uma empresa em que eu tinha me candidatado através de uma das ofertas de Aurelie. Não era em eletrônica, era para trabalhar com parte financeira (mas eles queriam engenheiro) mas eu me empolguei bastante, pois era em Paris, numa empresa beeem grande, e tb eu poderia "expandir" meu horizantes, já q tb nunca fui lá apaixonada por eletrônica. Fiz a entrevista no dia seguinte,na própria estação de trem de Paris, para não precisar me locomover, mas a pessoa não me deu a resposta na hora, pois ainda ia entrevistar outros 2 colegas meus, brasileiros. Então no dia seguinte, tive que ir de td jeito para Lyon, com gesso. A dificuldade é que não tem trem direto de Compiègne para Lyon; era preciso ir até Paris e mudar de estação para pegar o trem para Lyon. Ou seja, eu ainda teria que pegar metrô em Paris. Mas Rafa me ajudou, me deixou dentro do trem para Lyon e depois voltou p Compiegne. O trecho Paris-Lyon estava cheeeeio de neve, então a viagem atrasou um pouco, pois o trem não podia ir na velocidade normal. Quando cheguei na estação de Lyon, um taxi me levou para a empresa, que fica a uns 40 min do centro de Lyon. Ai eu tive a entrevista né, falei primeiro com os engenheiros, que me mostraram o projeto, explicaram a missão, etc. E depois falei com a mulher do RH, que fez perguntas mais de personalidade, para traçar meu perfil psicológico, né, hehe.
Admito que antes de fazer a entrevista eu estava mais interessada na vaga de Paris, da entrevista do dia anterior, mas depois de ver o projeto, entrar nos laboratórios da empresa, meu coração de engenheira eletrônica falou mais alto e eu fiquei super interessada no projeto. O que foi bom, por que enquanto eu estava em Lyon fazendo minha entrevista, a mulher da outra vaga me mandou um e-mail dizendo que ficou com meu outro colega. Ai acabou sendo o melhor para todos né, pois este meu colega tb não tem bolsa de estudos, e já estava achando que teria que voltar para o Brasil.
Ah sim, mas o pessoal da Plastic Omnium não me deu a resposta na hora não, só no outro dia. E foi positiva! \0/
Agora a bronca é arranjar lugar para morar em Lyon...

bem, vou nessa, tenho 2 provas quinta e sexta!

beijão e até agosto!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

notícias do ano passado

Quando eu tive a idéia de escrever um blog contando sobre minha vida aqui na Zoropa, eu nunca pensei que seria tão difícil mantê-lo atualizado... Acho que não sei organizar o meu tempo sabe? Mas também, Compiègne é a cidade do sono, o lugarzinho pra pessoa ter sono, hehe

Bem, deixe-me ver oq falta eu postar aqui... aha! Amsterdam!

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Vou falar um pouco da minha viagem para os Países Baixos, que foi do dia 11 a 13 de dezembro.

1º dia - Nós (Eu+Rafael+Renata+Rafael&Cibele) saímos de Compi cerca de 11 horas da manhã e chegamos em Amsterdam depois de 5 horas e meia (pegamos um bom trânsito na entrada da cidade). Ah, Rafel e Cibele é um casal de Curitiba amigo nosso. (Aqui em Compi têm atualmente 5 Rafaeis). Chegando em Amsterdam, deixamos nossas mochilonas no hotel, que desta vez não foi albergue, foi um Formule 1. Pra quem não sabe, Formule 1 é uma rede de hotéis baratchenhos, super grande, da mesma rede de hoteis dos Ibís, Mercure, Novotel... em geral, são afastados do centro (o nosso era numa cidade vizinha, Zaadam). O quarto padrão do Formule 1 é uma cama de casal com um bicama em cima. Banheiros no corredor. Ai nossa maravilhosa idéia de brasileiro para economizar: enfiar 5 pessoas no quarto para 3! E mesmo assim custou 10 eurinhos por pessoa! Dormimos 2 noites lá, as 3 meninas na cama de casal e os 2 meninos revezaram-se entre o beliche e o chão (com saco de dormir né). Pense numa aglomeração de gente, heheh, mas foi divertido! A novela foi para entrarmos no hotel os 5... entramos primeiro 3, subimos com as 5 malas, e depois mais 2 subiram como se fossem hóspedes antigos já. Daí toda inda e vinda era assim, a gente entrando em sub-grupos, para não chamar atenção. Mas aparentemente ninguém desconfiou.
Depois, saímos para conhecer a cidade. No caminho, depois de se perder um pouquinho só, encontramos um estacionamento na rua, pago, e deixamos nosso carrinho alugado. Custou 20 euros parta deixar o carro na rua, das 19 às 24 horas! Ok, nunca mais reclamo do preço do estacionamento do shopping Recife! Estacionado o carro, fomos explorar a cidade. Muita linda, cheia de canais, uma arquitetura bem típica holandesa mesmo, com muito tijolo aparente. Fomos no red Light District, que é o lado bagaceiro da cidade, onde tem os Coffe Shops (que é onde vendem maconha legalmente), as ruas com prostitutas nas vitrines se vendendo, sexy shops, e mais um monte de coisas ligados a sexo e drogas. As prostitutas nas vitrines em geral estavam de lingerie, ou com roupinhas curtas, mas não peladas mesmo. Era meio bizarro sabe? Mas assim, eu nem vi muita gente doidona nas ruas, e andando mais um pouco se chegava a bares normais. Muitos jovens aproveitam Amsterdam para ficar legalmente chapado, mas nosso grupinho é todo mundo certinho, então foi bem tranquilo, pra dizer a verdade a gente mal bebeu (eu divide a caneca da foto abaixo com Rafael, hehe). Ah, tem cisnes nos canais que passam pela Red Light, engraçado né? Bem, depois de umas 3 horas andando pela cidade, fomos pra um bar, ficamos 1 horinha e depois resolvemos ir atrás do no nosso carro. Mas a gente não decorou onde estava o carro, rua, ponto de referência, nada. então levamos mais 1h30 de relógio andando até encontrar nosso carrinho e voltar para nosso Formule 1.

Algumas fotos abaixo.










2ºdia - acordamos e logo saímos para o centro de novo. Rodamos mais de 1 hora e meia de carro até encontrar um lugar em que a diária do estacionamento não fosse tão caro (no centrão mesmo custava 45 euros o dia todo, mas no lugar que estacionamos no dia anterior, que ficava próximo, custava 36). Mas não foi de todo mal este tempo, pq de certa forma conhecemos a cidade né? E sem pegar frio e vento. Neste dia, o sábado, andamos mais pelo centro, fomos ao Museu de Anne Frank, e andamos mais e mais. Ah, fizemos comprinhas de souvenir também! Sobre o Museu de Anne Frank, muito tocante mesmo. Pra quem não sabe, Anne era uma menina judia que ficou escondida com a família e amigos da família num "anexo secreto" em cima do escritório do pai dela, na época da 2ª Guerra Mundial. Eles passaram 2 anos lá. Enquanto isso, ela escrevia um diário. Alguém denunciou os judeus escondidos, e eles foram levados para campos de concentração, onde todos morreram, exceto o pai dela, que sobreviveu e publicou o diário dela, como um livro. É muito conhecido "O Diário de Anne Frank", eu pessoalmente ainda não li, mas é um dos livros mais traduzidos de todo o mundo. Enfim, o museu é na antiga casa dela, fala muitas coisas sobre a 2ª guerra, sobre como eles viviam lá. A gente entra por onde era o escritório, e depois chega no armário que escondia a passagem para o anexo, e entra no anexo, onde eles realmente viveram, muito emocionante. Valeu muito a pena conhecer o museu (que por sinal foi o único qque fomos). Bem, depois de mais andanças pela cidade, acabamos a noite comendo asa de frango picante, num fast food que se chama KFC, e jogando conversa fora. Dessa vez achamos fácil o carro para voltar para casa.















3ºdia - No Domingo, fomos ao letreiro onde tem escrito I AMSTERDAM, tirar fotos. Todo mundo que vem aqui faz isso, é cheio de turistas. Em seguida, após tomarmos café/almoço, pegamos a estrada rumo a uma cidade típica holandesa chamada Voledam (dica de Soccor Victor). Pense numa coisa lindinha, cidade portuária (e a gente adooora um portinho né), lojinhas de souvenir mais baratas do que em Amsterdam (mas nós já haviamos comprado coisinhas), casinhas bonitinhas, tudo legal. Dizem que às vezes vc pdoe encontrar gente vestida de holandes típico. Mas não tivemos tempo para isso, pois foi lá que ocorreu minha famosa queda, e aí voltamos para a França e o resto e já contei no post passado.









quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

atualizando...

Ok, definitivamente, tenho muita coisa para contar aqui. Embora tds que leem o blog já sabem das últimas notícias, por motivo de documentação, acho melhor eu contar né?!

A viagem para Amsterdam (11 a 13 de dezembro) foi ótima, a cidade é linda. Mas no último dia, quando fomos conhecer a bela cidadezinha de Voledam, eu cai (assim, cai do nada mesmo, tropecei num mini-desnível) e fraturei um ossinho do pé, o metatarso. No caminho de volta para o carro, uma senhora holandesa viu de sua janela eu me arrastando apoiada em Rafael e me convidou para esperar em sua casa, enquanto Rafael trazia o carro para perto. Entrei numa casinha holandesa, foi uma experiência cultural interessante (era uma casa normal). Foi mt simpática a dona holandesa, conversamos em inglês, obviamente, e ela me deu uma meinha daquelas de imobilizar pé. Voledam já era o ponto final da nossa viagem (quer dizer, nós ainda queriamos ver os campos de tulipa, mas isso era "quase" no caminho de volta), então achamos melhor ir ao hospital em Compiègne, já que tenho plano se saúde aqui na França. Fizemos um pequeno desvio no caminho em busca dos tais campos de tulipa, mas aparentemente os campos só florescem em janeiro/fevereiro.


{Na foto, observem o degrauzinho assassino, e todo mundo parecendo marginal, escondido no beco, hehe}

Chegando em Compiègne,fomos ao hospital público daqui, que é muito organizado, embora não tenha grandes luxos, claro. Depois daquele chá de cadeira que eu sempre levo por lá, e com o qual já me habituei, o médito disse que precisaria engessar meu pézinho (de fato, até embaixo do joelho) pois havia fraturado o metatarso. Recebi prescição para levar uma injeçãozinha de heparina (anticoagulante) por dia, e tb para comprar as muletas.

Dia seguinte, segunda 14, passei o dia td de molho em casa, e na terça 15, me achando melhor e muito responsável que eu sou, resolvi ir para a aula. Bem, 3 metros depois de sair de casa, eu escorreguei no chão (Deus sabe como), soltei as muletas e me estatelei de costas no chão. Fui de ambulância pro hospital de novo, hehe. Nada grave, uma pequenissima fratura, disse o médico, se eu quisesse poderia ir para casa. Mas como eu ainda estava sentindo minhas costas doloridas, preferi ficar no hospital mais um pouco e ele disse que eu passase a noite lá, então. Fui transferida para um apartamento individual (pois é, hospital público aqui tem apartamento individual) e de lá sai somente no dia seguinte. Créditos para Renata e rafael que me ajudaram em todo o processo. Rafa bichinho, dormiu num saco de dormir no chão ao lado da minha cama no hospital.



Ai na quarta 16 eu voltei para casa. A família de Renata chegava na sexta 18, eles alugaram um apzinho em Paris, então na quinta de noite peguei um bigu com um pessoal que estava com van alugada (merci beaucoup Vi, Mazu e Léo)e fui pro Clos de Roses, que é o residencial onde Rafa mora né. E aqui estou desde então.

O pior disto tudo foi que eu tinha uma entrevista de estágio marcada para o dia 16, mas tive que desmnarcar né. Remarquei para o dia 07, espero que daqui para lá eu consiga me locomover melhor, se não lascou. Só tirarei o gesso dia 18/01, e daqui para lá deveria estar com o estágio confirmado =/ Mas estou mandando muuitos currículos neste período de recesso escolar (do dias 19/12 e 03/01 não tem aula na faculdade, embora eu tenha faltado toda a ultima semana de aulas, devido ao pé e depois a segunda queda), ainda tenho muita fé que vou conseguir um bom estágio =D Outra coisa ruim dos meus acidentes foi que eu e Rafa estavamos com uma viagem marcada para o fim-de-semana seguinte, para Barcelona,cidade que eu estava super a fim de conhecer. Consegui anular as reservas de hotel/albergue, mas as passagens da Ryanair não podem ser canceladas, e a taxa de transferência é mais cara que comprar várias passagens novas. Em outras palavras, não usou, perdeu.

Também foi triste porque assim que voltei do hospital, começou a nevar em Compiègne. E aqui não neva muuuito, nevou só uns 3 dias, agoras já voltou a esquentar, a neve derretou toda já. E quando começou a nevar todo mundo fez guerra de neve, bonecos de neve, etc. No orkut dos meus colegas todos tem mil fotos dos dias de neve em Compiègne. E eu presa em casa esse tempo todo =/ Pelo menos eu já tinha visto neve na vida né, já que fui para Bariloche em 2001 com minha família. A foto abaixo mostra a vista da janela do quarto de Rafa, no dia que nevou:

Eu fico também muito presa em casa pq aqui não temos carro né, o que dificulta bastante as coisas. Precisamos pegar ônibus para tudo, e de muleta mesmo a parada de ônibus perto da casa de Rafa, que é bem próxima, exige um certo esforço. Aliás, muito esforço, eu não sei andar direito com as muletas, a maior parte do tempo eu fico pulando, e canso demais minha perna boa. Também como já levei uma queda, fico com medo de cair de novo. Às vezes eu fico andando direitinho, sem "pular' e sim usando as muletas para me impulsionar, mas ai dói as mãos, hehe. Minhas muletas não são aquelas de axila não, são daquelas de mão , e, que o braço fica a 90° em relação ao corpo. Fora que não é novidade para ninguém aqui que minha coordenação motora e meu preparo físico sempre deixaram a desejar (mesmo quando eu era magra, não tinha fôlego de correr, sempre fui a primeira a ficar cansada ao subir escadas ou fazer caminhadas).

Mas essa semana tenho que criar vergonha na cara e começar a estudar, pois as 2 primeiras semanas de janeiro são basicamente de provas na UTC, e eu preciso me formar, né? Então ser obrigada a ficar em casa terá suas vantagens!!

beijos amores

próximos posts: viagem Holanda e Natal!